Mito 4: Quem faz Chi Kung nunca adoece.
Para muitos praticantes de artes marciais ou de disciplinas de cultivo espiritual a saúde de quem o pratica é apenas um efeito secundário.
No Chi Kung é também o desejo de ser saudável pode muito bem ser a porta de entrada para quem decide praticar esta arte.
Mas…
Não será limitado demais pensar no Chi Kung como algo só para nos manter saudáveis?
Embora não seja errado pensar assim será como comprar um carro desportivo para andar nas aldeias de trás-os-montes ou então para mostrar aos vizinhos.
Muita gente iniciou o Chi Kung para recuperar a sua saúde mas como diria George Ohshawa “não se libertem de umas correntes para arranjar outras”.
Traduzindo: Não se libertem da doença para ficarem dependentes do método que vos dá saúde.
Talvez seja mesmo bom nesta fase perguntar porque fazem Chi Kung?
….
Outra pergunta até que ponto estamos preparados para a impermanência?
Para pensar que amanhã posso estar doente ou mesmo que um dia com alguma certeza vou morrer? – pode ser também amanhã.
Hà algum tempo atrás falava com um amigo que é professor de Yoga que dizia:”O Yoga em parte é uma preparação para a morte. Mas se eu digo isto aos meus alunos muitos deles deixam de aparecer nas aulas”
Pois é.
Buda morreu de intoxicação alimentar e como a história de Buda existem histórias de outros mestres que morreram de formas decepcionantemente naturais e comuns.
Uma prática consistente de Chi Kung não se destina a criar saúde mas a criar formas de saber lidar quer com estados saudáveis quer com estados de doença. Quer com estados de alegria quer com estados de tristeza, com estados de perca ou estados de acumulação. etc. etc. etc. As coisas que consideramos boas ou más algumas são apenas efeitos secundários da prática não objectivos da prática.
Pensar nas disciplinas orientais como apenas uma face da moeda é um caminho que leva à desilusão a muito curto prazo – às vezes em apenas uma aula.
Para mim flexibilidade é uma das palavras que pode definir o estado que estas artes criam.
Para estar e aceitar.
Assim já se pode falar num estado que nem é saúde nem é doença, só quando não somos flexíveis é que desenvolvemos um estado de aversão ou apego em relação a algo.
“Odeio estar doente!”
“Quem me dera que fosse Verão todo ano.”
Tudo muda.
No entanto é comum em quem pratica Chi Kung com consistência:
.Adoecer menos.
.Ter uma atitude diferente em relação aos estados de doença.
.Ter um tempo de recuperação menor em relação a quem não pratica.
.Verificar um aumento na qualidade de vida em relação a desequilíbrios crónicos.
.Experimentar uma maior resistência e vitalidade quando em estados de crise.
Mas mais uma vez isto para mim são efeitos secundários de uma prática correcta.
Quando é dado o passo no sentido da compreensão da nossa energia vital pelo Chi Kung percebemos que não somos máquinas. Os exercícios não são fórmulas de longevidade e de saúde eterna mas formas de nos ajudar a estar no presente e a lidar da melhor maneira com ele, de acordo com as nossas verdadeiras potencialidades.
Assim…
Estar saudável é apenas estar saudável
Estar doente é apenas estar doente
Nenhuma delas é permanente.
Mito 4: Quem faz Chi Kung nunca adoece.Para muitos praticantes de artes marciais ou de disciplinas de cultivo espiritual a saúde de quem o pratica é apenas um efeito secundário.
No Chi Kung é também o desejo de ser saudável pode muito bem ser a porta de entrada para quem decide praticar esta arte.
Mas…
Não será limitado demais pensar no Chi Kung como algo só para nos manter saudáveis?
Embora não seja errado pensar assim será como comprar um carro desportivo para andar nas aldeias de trás-os-montes ou então para mostrar aos vizinhos.
Muita gente iniciou o Chi Kung para recuperar a sua saúde mas como diria George Ohshawa “não se libertem de umas correntes para arranjar outras”.
Traduzindo: Não se libertem da doença para ficarem dependentes do método que vos dá saúde.
Talvez seja mesmo bom nesta fase perguntar porque fazem Chi Kung?
….
Outra pergunta até que ponto estamos preparados para a impermanência?
Para pensar que amanhã posso estar doente ou mesmo que um dia com alguma certeza vou morrer? – pode ser também amanhã.
Hà algum tempo atrás falava com um amigo que é professor de Yoga que dizia:”O Yoga em parte é uma preparação para a morte. Mas se eu digo isto aos meus alunos muitos deles deixam de aparecer nas aulas”
Pois é.
Buda morreu de intoxicação alimentar e como a história de Buda existem histórias de outros mestres que morreram de formas decepcionantemente naturais e comuns.
Uma prática consistente de Chi Kung não se destina a criar saúde mas a criar formas de saber lidar quer com estados saudáveis quer com estados de doença. Quer com estados de alegria quer com estados de tristeza, com estados de perca ou estados de acumulação. etc. etc. etc. As coisas que consideramos boas ou más algumas são apenas efeitos secundários da prática não objectivos da prática.
Pensar nas disciplinas orientais como apenas uma face da moeda é um caminho que leva à desilusão a muito curto prazo – às vezes em apenas uma aula.
Para mim flexibilidade é uma das palavras que pode definir o estado que estas artes criam.
Para estar e aceitar.
Assim já se pode falar num estado que nem é saúde nem é doença, só quando não somos flexíveis é que desenvolvemos um estado de aversão ou apego em relação a algo.
“Odeio estar doente!”
“Quem me dera que fosse Verão todo ano.”
Tudo muda.
No entanto é comum em quem pratica Chi Kung com consistência:
.Adoecer menos.
.Ter uma atitude diferente em relação aos estados de doença.
.Ter um tempo de recuperação menor em relação a quem não pratica.
.Verificar um aumento na qualidade de vida em relação a desequilíbrios crónicos.
.Experimentar uma maior resistência e vitalidade quando em estados de crise.
Mas mais uma vez isto para mim são efeitos secundários de uma prática correcta.
Quando é dado o passo no sentido da compreensão da nossa energia vital pelo Chi Kung percebemos que não somos máquinas. Os exercícios não são fórmulas de longevidade e de saúde eterna mas formas de nos ajudar a estar no presente e a lidar da melhor maneira com ele, de acordo com as nossas verdadeiras potencialidades.