Sete liberdades essenciais – Parte II

A cena passa-se num bar nos Estados Unidos, Nate Fisher e Tom Wheeler depois do funeral de um amigo de infância decidem ir beber uma cerveja, lembrar os velhos tempos e colocar a conversa em dia.

Tom Wheeler: Nate, don’t you ever lie awake in bed at night and think, “Jesus, fuck. I’m gonna be 40 fuckin’ year old – 40!”?

Nate Fisher: No. I lie in bed awake at night thinking, “Thank you God, for letting me live this long.”

TH: Are you, like, Christian or something?

NF: No. [Smiles]. I’ve just had a lot of serious shit happen to me in my life. And I really get it now, that this doesn’t last and I’m no different. Yes, indeed this will happen to me. It’s happening to me a little bit each day. That doesn’t freak me out. – If anything, is liberating.

TH: Ok, so I guess it comes with the territory? I mean, your job.

NF: No, I don’t think it’s the job [agente funerário] – really. It’s just… the job allows me to practice being OK with it.

TH: Yeah, OK, so there! You have to practice. So you’re not really OK with it.

NF: Of course you have to practice.

TH: Yeah, but, Nate… it’s just so fucking big. I mean, it’s all going by so fucking fast.

NF: Would you change anything?

TH: Like what?

NF: Like who you’re with, what you do, what kind of person you are. Because if you would – do it now!

TH: Whoa, dude, That’s really harsh.

NF: This is it Tom! This is all we have. Right here, right now.

Six feet under – segundo episódio, temporada 5.

Este post dá seguimento ao post Sete Liberdades Essenciais – Parte I

Na procura da liberdade damos conta que:

O tempo passa bastante rápido quando olhamos para ontem, mas o hoje parece que nunca mais acaba – especialmente se a liberdade não faz parte do nosso dia a dia.

” A terra prometida” não está na próxima actividade a ser feita, o próximo workshop, o próximo emprego, relacionamento ou viagem.

É fácil confundir a liberdade com a felicidade, a liberdade a longo prazo trás felicidade, mas a felicidade – especialmente a momentânea não trás liberdade – até pelo contrário.

Que a liberdade está directamente associada a possuir uma conta bancária gorda, mas quando esta só ocorre na presença de uma carteira musculada, significa que já não se consegue associar a liberdade aos momentos simples da vida e isso também não é libertador.

A liberdade começa sempre em última instância em cada um de nós e esta é proporcional não ao exterior mas à capacidade individual que cada um de a resgatar – por si.

5. Dê à sua Energia Vital a Liberdade que ela merece – Aprenda a cuidar de si.

  • Reveja a sua saúde, aprenda que questões crónicas têm na sua base também comportamentos crónicos, prisões de ventre, insónias, alergias, problemas respiratórios, depressões, alterações de humor, cansaço têm na sua raiz falta de compreensão dos ritmos individuais e alimentares muito próprios de cada um. Quando estes ritmos são compreendidos e ajustados acontecem os ditos milagres.
  • Aprenda exercícios terapêuticos que o autonomizam como o Chi Kung ou Yoga estes exercícios milenares tem a capacidade de dar ao praticante a compreensão real e experiencial da sua energia vital. Esta compreensão quando adquirida cria uma maior autonomia. Podem ser praticados em qualquer lado, o Chi Kung e o Yoga precisam de pouco mais que um metro quadrado e são disciplinas que prometem uma vida de estudos e descobertas.
  • Aprenda a cozinhar e torne-se autónomo – aprenda a produzir o seu próprio combustível e faça a sua energia vital rebentar com a escala.
  • Aprenda o que o debilita e o que o nutre e (re)veja isso a vários níveis

Alimentação
Hábitos de vida
Ocupação/emprego
Relacionamentos

6. Liberte-se de dependênciasAposte numa vida drug free.

As dependências não são só as dependências relacionadas com substâncias.

Além das substâncias menos desejáveis de serem ingeridas em excesso como o álcool, o café, o tabaco e as drogas. Existem outras que criam dependência.

Os chineses falam nos cinco sabores e quando qualquer um destes sabores é preferido excessivamente existe uma dependência.

  • Doce - Não só o que tem açúcar mas também os adoçantes de cereais como o malte de cevada ou de arroz e adoçantes sintéticos.
  • Amargo – Café alimentos queimados ou demasiado tostados.
  • Ácidos – Laranjas, limões e vinagres.
  • Salgado e Picantes - Acho que não existe muitas dúvidas aqui.

A dependência de super alimentos, batidos, suplementos que criam necessidades irreais nos consumidores e que são uma das maiores fontes de negócio da actualidade. A verdade é esta – ninguém lhe garante que aqueles suplementos, batidos ou frutos fantásticos vão ser absorvidos pelo seu organismo – na maior parte das vezes estes produtos produzem duas coisas – um xixi e um cócó muito caro.

7. Sinta-se livre para escrever a sua próprio história pessoal.

Esta é talvez a liberdade mais poderosa, aquela que permite começar do zero ou pelo menos do 1 se necessário – esta liberdade engloba várias artes…

A arte de olhar para o espelho todos os dias e ter a capacidade e coragem de mudar aquilo que se vê – ou aquilo que não se vê.

A arte do desapego e de conseguir viver com muito mas não ter medo de viver com pouco.

A arte da impermanência e de reconhecer a importância dos ciclos que a vida está sujeita – e sorrir.

A arte de compreensão dos nossos antepassados, aprender com as suas acções e motivações e, entendendo isso, mudar a nossa história familiar/pessoal.

Três perguntas que eu considero importantes neste processo. Estas perguntas foram desenvolvidas por George Kinder um gestor financeiro e fundador do Kinder Institute.

Não são para ver, são para ler e responder com tempo – Mesmo.

Questão 1: Imagine que tem dinheiro suficiente para cuidar das suas necessidades agora e no futuro. Como viveria a sua vida? Mudaria alguma coisa?

Questão 2: Imagine que o seu médico dizia que tinha apenas cinco anos de vida. Não se vai sentir doente mas nunca saberá quando a morte poderá ocorrer. Que faria? Mudaria a sua vida? Como?

Questão 3: Agora imagine que o seu médico dizia que tem apenas um dia de vida. Pergunte a si mesmo – O que perdi? O que é que eu não fui ou deixei por fazer.

Leve o tempo que for preciso e no final coloque ainda a seguinte pergunta:

O que me impede neste momento ser ou de fazer aquilo que quero?

… e agora, vou deixar-vos… vou sair… e fechar a porta… de-va-gar.


2 Responses to Sete liberdades essenciais – Parte II
  1. Vicência
    January 24, 2011 | 23:29

    um abraço grande Lourenço!
    adoro ler-te (não tanto como gostaria…), e admiro imenso a tua perseverança e dedicação. Saudades! Vicência

  2. devagar
    January 24, 2011 | 23:32

    Obrigado Vicência, o tal almoço eu sei… talvez para o ano do coelho :) um bom ano para ti.

Leave a Reply

Wanting to leave an <em>phasis on your comment?

Trackback URL http://devagar.org/gblog/2011/01/sete-liberdades-essenciais-parte-ii-2/trackback/