É fácil hoje em dia chegar à conclusão que não somos felizes.
Isto acontece não porque sejamos realmente infelizes, mas porque como qualquer anúncio a necessidade é criada – a necessidade de ser feliz.
Até aqui tudo bem.
Mas e se já somos e não sabemos?
Olhamos para o grande e acabamos muitas vezes a projetar a felicidade
Num futuro incerto – Não haverá outros passos a tomar primeiro antes de chegar ao “grande objectivo?”
Em objetos que passam de moda ou que vão precisar de um upgrade – Acha mesmo que essa felicidade vai durar por muito tempo?
Em situações relacionadas com terceiros? – Será que o outro tem um papel assim tão grande na nossa felicidade? E se tem porque não o liberta desse peso?
Em movimentos de fuga? Ficar pode muitas vezes ser mais corajoso que fugir? descubra as diferenças.
Em algo que alguém disse que era bom ou que algum meio de comunicação tem vindo a afirmar que é a última peça para a “felicidade final”.
Em algo grande e súbito - Heranças e lotarias. É sabido que alguém tendencialmente infeliz depois de ganhar a lotaria passado seis meses continua infeliz.
Simplifique:
Como foi o seu pequeno almoço hoje? foi bom?
Como foi a sua viagem até ao emprego? pacífica e sem incidentes?
Tem tido pelo menos duas refeições por dia?
Tem roupa suficiente para se vestir? – fora de moda ou não.
Está calçado?
Tem um frigorífico com comida suficiente para o jantar logo à noite?
Pode ir ao supermercado e comprar a próxima refeição?
…
A felicidade encontra-se maioritariamente nas pequenas ações do dia a dia.
Sorrir
Dizer bom dia – mesmo a desconhecidos
Ter a capacidade de respirar fundo
De andar pelos próprio pés e às vezes descalço
Ter um bom sono e acordar bem disposto
De poder partilhar o que se tem com quem queremos
…
Em pequenos atos.
Os grande atos tonam-se empreendimentos demasiado curtos ou demasiado longos e criam na maior parte das vezes a perca de contacto com o presente.
Não é um grande acontecimento que o vai tornar feliz.
Não é a grande compra que vai fazer a si e a sua família feliz para sempre.
É o somatório dos pequenos movimentos.
Pegue em um pequeno movimento que pode fazer todos os dias e que o faça feliz.
Realize-o hoje – agora se possível. – Pode ser respirar fundo e sorrir por exemplo.
Aumente no segundo dia para dois e adicione um por dia até chegar aos cinco.
Tente manter esses cinco pequenos movimentos durante um mês.