A 12 de Abril de 2011 tomei a decisão pensada de deixar o facebook.
Fiz o sign out pela ultima vez depois de ter cancelado a conta.
Os motivos que me levaram a sair foi o excesso de emails e de publicidade que recebia sem qualquer critério.
Perca de tempo – 20 minutos diários transformam-se em duas horas no final da semana.
E também no fundo queria fazer uma experiência. – Talvez essa fosse o motivo principal.
A experiência partiu da seguinte pergunta - será que o Facebook é uma ferramenta assim tão importante e fiável na promoção de eventos ou daquilo que escrevo no meu blog?
Reconheço no entanto uma vantagem real no facebook:
O manter os contactos com pessoas da mesma área e de ser uma lista de endereços bastante prática. – Por isso voltei.
E o que fiz depois de sair do facebook de forma validar a importância desta ferramenta na promoção de actividades?
Construí uma lista sólida de contactos de pessoas que conheço e que podem estar interessadas no que faço. A minha lista de contactos é muito pequena – tem cerca de 80 pessoas mas essas pessoas respondem de forma positiva e encorajadadora ao que produzo. E conheço-as a todas.
Abri uma rede no Ning sobre Chi Kung que acabou por não se mover num sentido muito dinâmico. A ideia não era concorrer com o facebook criando uma rede só de Chi Kung
, mas criar uma rede mais focada num assunto. Está lá, ainda não a desactivei mas estou a pensar nisso.
Comecei a postar mais vezes no Arte de Criar Possibilidades Extraordinárias - Entrei no 30 Days Challenge de escrita e durante 30 dias postei diariamente. Depois disso tenho feito os possíveis para manter esse ritmo constante.
Estudei com o Jonathan Mead, Leo Babauta, Mary Jaksch e com o Dave Navarro para melhorar e compreender melhor as capacidades daquilo que promovo.
Li sobre o assunto e recomendo os livros Tribes, Linchpin, Ideavirus [e-book grátis] e Rework.
Criei o programa Rooting um programa de ensino de Chi Kung presencial e on-line durante sete semanas. Este programa destinava-se a ensinar os participantes a criar um enraizamento efectivo na sua vidas a vários níveis.
E sentei-me a observar os resultados depois destes quatro meses.
- O programa Rooting encheu completamente sem um único flyer de papel, promoção no facebook ou qualquer outra ferramenta de divulgação. Apenas a minha lista de contactos e o meu blog.
- O blog teve mais entradas durante este período em que me dediquei a aprofundar a escrita, a regularidade e a qualidade – mais até de que quando o promovia no facebook – e na altura tinha 500 “amigos”.
- Fiquei com mais tempo livre. Na realidade.
Quando voltei agora tomei atenção a
- quem aceito como “amigo” – Evito instituições ou pessoas cuja única função é publicitar workshops.
- Automatizar os posts no facebook, twitter e só recebo no meu email aquilo que é importante de forma a despender o mínimo possível neste assunto.
- Reduzi consideravelmente a minha actividade e consulta neste site.
A minha conclusão é então que o facebook é o último local onde devem promover os vossos eventos. É um local em que se o fizerem coloquem apenas 5% do vosso esforço ai. A não ser que as pessoas que vos seguem como amigas são pessoas que estão na realidade interessadas no que fazem. – Mesmo.
Mas esta é a minha verdade – não acreditem em mim sem experimentarem.
Tenho aprendido de há um ano para cá que promover atividades, requer compromisso e uma escuta constante daqueles que estão interessados no conteúdo que produzo.
Realizar wokshops e encara-los como uma possível fonte de rendimento deve ser feito da mesma forma com que fazemos o trabalho que acreditamos – estudando, planeando e reflectindo sobre este processo diariamente.
Não é com um post na vossa wall ou um convite de evento para a vossa lista de amigos que vão encher um seminário de fim de semana. A não ser que sejam a Madona ou o Dalai Lama.
Lanço o desafio a quem promove no facebook: Se não consegue que a sua actividade tenha visibilidade suficiente aqui – saia do facebook durante uns meses – ou se este movimento for muito drástico, ignore esta ferramenta como promotora do que faz e utilize-a apenas para contacto social.
Depois, no vazio, no zero, encontre as ferramentas e criatividade necessária para promover aquilo que acredita.