Três dias.

Conta-se que Cristóvão Colombo perante uma tripulação desesperada e prestes a entrar em motim porque não avistavam terra pediu-lhes mais três dias. Se ao fim destes três dias não avistassem terra voltavam para trás.

Na madrugada do terceiro dia avistaram terra.

Estes três dias marcaram a diferença entre a descoberta da América e o regresso à Europa sem que aquilo que acreditava se realizasse.

Quem acredita no percurso que segue enfrenta com regularidade situações semelhantes – muitas vezes o risco de motim e de perder aquilo que se acredita são riscos reais.

A pressão leva com frequência a decisões precipitadas.

As opiniões muitas vezes levam a que a desmotivação surja ou domine a situação.

O que é pena porque muita vezes assim morrem projectos e sonhos muito válidos.

O que o Colombo tem em comum com quem acredita no que faz é que são ambos navegadores. Movem-se por aquilo que acreditam, seguem o instinto e um mapa muito pessoal de orientação.

Três dias foi o que o Colombo pediu, mas poderia ser mais ou menos.

Esses três dias permitiram realizar o que acreditava.

É importante não esquecer esta possibilidade quando a necessidade de decisão imediata pode leva-lo a comprometer aquilo que o move.

Peça três dias ou o tempo que conseguir negociar com a ‘tripulacao’, sempre que questões de conflito entre aquilo que acredita e aquilo que lhe exigem que faça surjam.

Quando não gosta de como as situações cheiram ou soam.

Quando sente um aperto no estômago na altura da decisão

Quando acredita que este tempo vai mesmo fazer a diferença.

E pode ser que tal como o Colombo sejam os três dias mais importantes da sua vida.

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