No ultimo dia do ano fizemos um balanço. Do que foi 2011. Do que será 2012. Do que queremos para nós. Individualmente e em conjunto.
Numa conversa encaixada na cadência dos passos da caminhada pelo campo que se fez ao longo de uma tarde.
Um diálogo enriquecido pela perspectiva da partilha da escrita materializada neste texto onde nos propomos a juntar as nossas duas visões de 2011.
Silvia: 2011 foi o sexto ano que vivi fora da rotina dos dias que se desenrolam à volta das obrigações das 9 às 6, 5 dias por semana.
Mais doze meses de tentativa/erro até acertar (nem sempre).
Lourenço: Quando divido as horas que trabalho por mês por quatro o número de horas é inferior a 20. No entanto, não considero que essas horas sejam trabalho. Estou muito próximo da semana de zero horas laborais porque o que faço não é trabalho mas expressão de mim próprio no mundo.
Como dizem os Taoístas “Quem encontra aquilo que gosta de fazer nunca mais precisa de trabalhar”.
S: 2011 ensinou-me que não vale a pena tentar conquistar a minha liberdade se não conseguir integra-la em mim mesma.
Porque não posso conquistar algo que já sou.
L: 2011 foi também o meu ano de liberdade financeira – não quer dizer com isto que esteja rico mas que libertei de todas as dívidas, segurança social e cartão de crédito.
Dizer que conquistei uma liberdade essencial é pouco para exprimir o que sinto mas estou curioso como é viver sem dívidas a partir de hoje.
S: 2011 mostrou-me que essa liberdade não chega sob a forma do que possa aprender num curso, do que encontre escrito num livro ou imitando exemplos de sucesso de outras pessoas.
Porque não existe em nada que seja exterior a mim mesma.
L: 2011 terminou com a reforma antecipada do meu smartphone. Cheguei à conclusão que não quero ter um telefone para gente ocupada e produtiva e que a promessa de mais tempo livre e produtividade para mim não resultou e teve o efeito oposto. Feitios. Agora sou um orgulhoso possuidor de um telefone que “apenas” faz chamadas, recebe e envia sms e tem despertador.
A produtividade e o tempo livre se os queremos ter têm de ser criados por nós e não depender de apêndices externos.
S: 2011 fez-me perceber que essa liberdade não chega porque se larga um emprego das 9 às 6, porque se opta por uma existência simples e minimalista ou porque se abraça alguma prática energética vinda do oriente.
Porque não está na quantidade de coisas de faço ou que possuo mas naquilo que sou.
L: 2011 foi a confirmação que a liberdade também se conquista pela aplicação do meu potencial criativo e no empenho emocional que coloco nos meus projectos. Este ano foi rico em iniciativas como os meus cursos de Chi Kung com suporte on-line.
Um dos projectos – Chi Kung Dojo Rooting – ganhou mesmo um prémio internacional no programa Trailblazer atribuído pelo blogger Jonathan Mead como o projecto que combinou melhor duas variáveis complementares – Passion + profit.
Podemos transformar a nossa energia transbordante de várias formas. A criatividade é para mim uma das mais genuínas e com menos efeitos secundários.
S: 2011 demonstrou-me que essa liberdade é minha, sou eu. Nasce comigo e não há emprego, dinheiro, julgamento, lei ou imposto que a possa aniquilar.
A não ser eu mesma.
L: Em 2011 descobri que é possível escrever durante 30 dias. E que isso por si só é uma liberdade conquistada – Disponibilizar recursos para um projecto.
Hoje acredito que existe tempo para o tudo o que queremos. Só precisamos de uma coisa – fazer a escolha de onde queremos investir o nosso tempo. – De criar prioridades.
S: 2011 devolveu-me esse poder. De viver a minha liberdade como sendo eu própria sem deixar que nada nem ninguém, diga o que disser, ma retire.
Um ano depois consciente de que a minha liberdade sou eu 2012 oferece-me a oportunidade de perceber que esta liberdade pode ficar mais rica se experimentada no plural.
L: 2011 ensinou-me a importância do primeiro passo. Que pode ser imperfeito, vacilante e assustador mas para onde quer que eu me queira mover esse passo tem que ser dado.
E nesse movimento reside a base do nosso poder pessoal de realizar os nossos sonhos – no singular ou no plural.
Silvia & Lourenço: 2012 é o ano em que os verbos dos nossos dias passarão a ser conjugados na primeira pessoa do plural.
E quem nos conhece (e sabe da nossa obsessão pela individualidade e solidão) percebe facilmente que 2012 promete, à partida, grandes desafios.

Bom balanço! Bom Ano Novo! Obrigada pela partilha.
Margarida.
Gostei muito desta vossa partilha. Obrigada!
Desejo-vos muitas felicidades para 2012, no “singular” e no “plural”
Beijinhos!
Ana
Bem haja pela partilha! Só umas criaturas de luz podem exprimir-se assim! Mas vejo que fizeram a transferência do “AMOR” para a mochila de 2012. Desfrutem! bjs.
Muitas felicidades para os dois. Que a quietude ajude o vosso amor a alcançar o estado de plenitude. Bjs.
Carmo Costa
Obrigado, um bom ano também para vocês.
Adorei a vossa partilha! obrigado e até breve.
Paulo
Silvia e Lourenço obrigada pela partilha diária, a vossa escrita é para mim uma inpiração e motivação. Desejo que sejam felizes!!! Muitas felicidades para a vossa viagem a dois
Abraço
Obrigado Salomé, um bom ano também para ti.
Um abraço Paulo bom ano e até breve.
Só agora tive oportunidade de ler a v/ partilha. Para vos expressar o que sinto iria-me repetir, e repetir o que já muitas pessoa, v/ disseram.
Já vos conheço um pouco, são pessoas sensíveis e intuitivas por isso não precioso expressar palavras o que sinto em relação a vocês , vocês sabem.
MUITAS FELICIDADES e que nós possamos vos acompanhar.